Percorria um centro de exposições quando soube que o Cavaco Silva estava a sofrer um enfarte do miocárdio. Não que lhe deseje tanto mal, mas perguntam vocês: "Que relevância tem o Cavaco Silva estar a ter um ataque do coração? Ele não te é próximo nem está a enfartar à tua frente." Pois é, meus caros, acontece que o Cavaco Silva é a minha figura paternal no sonho!... Em alvoroço, tento sair da exposição para ir socorrê-lo, mas sou picada por uma abelha no buço! A minha mãe, que estava comigo, grita-me para remover o ferrão num espelho que tinha surgido entretanto a caminho da saída do centro de exposições (maravilhas dos sonhos, que nos resolvem contratempos como um passe de mágica, como a falta de espelhos). Retiro-o, um pouco surpreendida com tamanho martelo pneumático incrustado na minha pele, ao mesmo tempo que recebo a notícia que afinal de contas o Cavaco já estava bem...o pai.
Mais tarde em casa, enquanto o gorduroso e suado namorado da minha irmã (o do sonho, não o verdadeiro, pobrezinho. Beijinho para ti, M.) me ameaça de me hackear e agarra-me em jeito de agressão e eu me horrorizava mais com a camisa transpirada dele a tocar em mim do que com as ameaças, o Cavaco Silva, que estava no quarto dos meus pais, afinal de contas era o meu pai, começa a sofrer um segundo enfarte. Corro para o quarto para tentar ajudá-lo e ele responde-me entre risos, enquanto via televisão que só lhe doía um bocadinho. Dou-lhe uma desanca, mas ele levanta-se e vai discursar como se nada se passasse.
...
Alguém diga, por favor, ao meu subconsciente que ele não faz sentido!
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Pesadelo à la carte nº 4
Hoje sonhei que estava com o meu homem a trabalhar na Holanda. Estava a trabalhar, mas não sei em quê. E estava na Holanda, mas parecia estar numa Alemanha pós-guerra.
Vivo, portanto, uma felicidade ininterrupta nestes meus sonhos...
A certa altura, durante uma festa num bar com amigos, comecei a sentir uma sensação estranha no fundo da barriga. Estava realmente inquieta por não perceber porque me sentia tão diferente do normal e entre muitas idas à casa-de-banho, demasiadamente imunda e degradante para um bar tão chique e na qual estava o Adam Savage dos MythBusters em experiências loucas, sei lá eu porquê, fez-se luz e percebi. Estava grávida. Sentia-me grávida. E a comprovar estava aquela pequena saliência na minha barriga, em forma de pastilha, na linha da cueca!
Aquilo deve ter sido uma terrível notícia para mim, porque se já estava deprimida ainda mais fiquei. E ainda mais a depressão se agravava quando às vezes me esquecia (!) que estava grávida e bebia e fumava como se não houvesse amanhã, o que só parava quando me lembrava daquele ser dentro de mim e se abatia sobre mim uma enorme culpa e remorso.
Despedaçou-me o coração ter de contar a notícia à minha mãe por telefone - a Holanda, nos meus sonhos, deve ser ao lado do Japão, daí a impossibilidade de apanhar um voo low cost dessa terra tão longínqua para o meu país para dar uma notícia destas pessoalmente à minha mãe. E depois desse telefonema, o sonho terminou comigo e com o meu homem aos berros e a prometer porrada a umas pretas pindéricas que nos queriam roubar o lugar na fila para a cantina social.
Aquilo deve ter sido uma terrível notícia para mim, porque se já estava deprimida ainda mais fiquei. E ainda mais a depressão se agravava quando às vezes me esquecia (!) que estava grávida e bebia e fumava como se não houvesse amanhã, o que só parava quando me lembrava daquele ser dentro de mim e se abatia sobre mim uma enorme culpa e remorso.
Despedaçou-me o coração ter de contar a notícia à minha mãe por telefone - a Holanda, nos meus sonhos, deve ser ao lado do Japão, daí a impossibilidade de apanhar um voo low cost dessa terra tão longínqua para o meu país para dar uma notícia destas pessoalmente à minha mãe. E depois desse telefonema, o sonho terminou comigo e com o meu homem aos berros e a prometer porrada a umas pretas pindéricas que nos queriam roubar o lugar na fila para a cantina social.
Vivo, portanto, uma felicidade ininterrupta nestes meus sonhos...
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Pesadelo à la carte nº3
Andava eu pelo Porto à noite a deambular, sozinha e deprimida. Umas amigas minhas estudavam, mas eu não conseguia ficar em casa. Fui ter então com outro amigo na esperança que me ajudasse, mas ele ignorou-me.
Mal amada e a bater mal, fui parar a um clube de strip/ casa de alterne. Diga-se de passagem que combinava todos os clichés que se esperam numa casa dessas; abaixo do nível da rua, de paredes vermelhas, com empregadas já gastas e drogadas, de cabelos loiros mal pintados e raízes pretas, e gordos carecas, com muito mau aspecto, a salivarem como bulldogs por elas. Tornei-me garçonete. Empregada, mas obrigada a usar roupas reduzidas, o meu estado merdoso contínuo mantinha-se.
Lembro-me que ia ter uma prova de fogo em que teria de fazer um strip para uma casa cheia. Andava stressada e apavorada com a ideia, mas eis que o meu pai sai da prisão! O meu pai era o Banderas! Numa mistura de "El Mariachi" de Desperados com o pai que interpreta em La piel que habito! Tinha sido preso juntamente com uns vizinhos meus por consumo de droga.
Aproximava-se a noite do strip e eu continuava aterrorizada, a tentar arranjar forma de fugir, sem sofrer retaliações. Sem opções, resolvi enfrentar o touro pelos cornos e apareci no trabalho, que desta vez era numa casa de paredes azuis marinhas e balcão iluminado por luzes verdes. Estremeci de medo ao ver os tapa-mamilos com luzes LED, saí dos camarins e despedi-me. - Antes levar uma sova, do que chegar aquela decadência! - Mas nada me ia acontecer, porque quando reparei estava o meu pai e o resto da família ao balcão. Ele fumava um charuto e qual mafioso protector bastava a presença dele para não me fazerem nada.
Saímos dali e fomos comemorar. Passámos pela cadeia, onde começamos a festa e fomos para casa, onde nos esperavam comes e bebes.
Mal amada e a bater mal, fui parar a um clube de strip/ casa de alterne. Diga-se de passagem que combinava todos os clichés que se esperam numa casa dessas; abaixo do nível da rua, de paredes vermelhas, com empregadas já gastas e drogadas, de cabelos loiros mal pintados e raízes pretas, e gordos carecas, com muito mau aspecto, a salivarem como bulldogs por elas. Tornei-me garçonete. Empregada, mas obrigada a usar roupas reduzidas, o meu estado merdoso contínuo mantinha-se.
Lembro-me que ia ter uma prova de fogo em que teria de fazer um strip para uma casa cheia. Andava stressada e apavorada com a ideia, mas eis que o meu pai sai da prisão! O meu pai era o Banderas! Numa mistura de "El Mariachi" de Desperados com o pai que interpreta em La piel que habito! Tinha sido preso juntamente com uns vizinhos meus por consumo de droga.
Aproximava-se a noite do strip e eu continuava aterrorizada, a tentar arranjar forma de fugir, sem sofrer retaliações. Sem opções, resolvi enfrentar o touro pelos cornos e apareci no trabalho, que desta vez era numa casa de paredes azuis marinhas e balcão iluminado por luzes verdes. Estremeci de medo ao ver os tapa-mamilos com luzes LED, saí dos camarins e despedi-me. - Antes levar uma sova, do que chegar aquela decadência! - Mas nada me ia acontecer, porque quando reparei estava o meu pai e o resto da família ao balcão. Ele fumava um charuto e qual mafioso protector bastava a presença dele para não me fazerem nada.
Saímos dali e fomos comemorar. Passámos pela cadeia, onde começamos a festa e fomos para casa, onde nos esperavam comes e bebes.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Pesadelos à la carte nº2 (abreviados)
Três sonhos muito complexos que tive este fim-de-semana, com histórias paralelas. Lembro-me de fragmentos deles, mas não consigo montá-los inteiramente segundo uma linha condutora. Resumidamente:
- Sonho #1: Eu e a Ja. brincávamos com umas pistolas de chumbinhos (a minha era cor-de-rosa e vermelha com purpurinas) no hall dos quartos de minha casa, quando achei que ela se estava a descontrolar e fugi para o meu quarto. A porta era curta e não chegava à ombreira e achei que ela me ia matar, mas às tantas ela põe-se de joelhos no chão, com um ar demoníaco, à gaja do The Ring e suicida-se (ou assim achei eu), engolindo a munição! Estava à espera que ela explodisse, com a pólvora toda no estômago, mas como tal não aconteceu fui à beira dela. Não era por estar morta, mas estava com um aspecto horrível de prostituta que teve uma overdose no beco... Aflita, levei-a para uma casa de terreno grande e muros altos no meio de uma mata e alguém que eu conhecia ajudou-me a reanimá-la. Vim a saber que ela não teve mais do que uma intoxicação de tabaco, que o que ela engoliu eram filtros feitos de tabaco! Depois disso fizemos uma espécie de caça ao tesouro no fundo de uma piscina, para onde o I. e outros atiraram bilhetes, comprimidos, fichas de casino e ferramentas da oficina do meu avô. Estava feliz! Pois eu, que uso lentes de contacto e chego ao fundo de uma piscina com bastante dificuldade, abria os olhos e mergulhava com uma facilidade tal que nem precisava de vir à tona para respirar.
- Sonho #2: Estava na Austrália a fazer uma espécie de Erasmus e andava com um dos meus colegas de casa, mas eram vésperas de Reveillon e ia voltar para Portugal para estar com os meus pais. Alguma coisa se passou, entre ter perdido o avião de regresso e estar envolvida nalgum esquema melindroso, pois fui parar à China. Era uma espiã e estava agora a ser perseguida por vários homens de fato de alguma organização chinesa num shopping. Eu ia lutando com eles e derrubando-os, qual Jackie Chan, até que apareceu um a voar agarrado a um guarda-chuva gigante, do tamanho de um quarteirão, e cor de café com leite. Sim, ainda dentro do shopping! Rasguei-lhe o guarda-chuva com outro, bem mais pequeno e amarelo, e depois de o derrotar usei o guarda-chuva dele (o amarelo remendava o rasgão que tinha feito) para voltar para Portugal, pois já era a noite do dia 31. Tive uma imagem líndissima do nosso planeta enquanto voava, pois conseguia ver como a nossa Terra era redonda e via os contornos dos países e continentes, tal como no mapa Mundi, com algumas nuvens a recortá-los. Curiosamente, atravessei uma série de fusos-horários e estava sempre de noite...
O guarda-chuva não me chegou até Portugal e acabei por aterrar no sul de Itália, perto de uma festa romena onde estavam os meus pais a festejar o ano novo, à volta de uma fogueira. Sem me terem avisado que não estariam em Portugal...Fiquei um bocado irritada com isso!
- Sonho #3: O sonho mais recente é o de que menos me lembro e com menos sentido de todos. Só me lembro que estava a servir de cobaia para um concurso de cabeleireiros e tinha o cabelo longo, com grandes e largos caracóis e era RUIVA!!! :) Parecia uma diva, uma pin-up, ao estilo de Dita Von Teese. E esta parte do sonho, tenho plena noção, foi a reprodução e a apropriação de um programa de TV que vi esta semana. Sei que fui ao estádio da Luz, mas não sei porquê. E confesso que era bonito... (blahhh) Mas só porque o estádio do meu sonho era uma mistura da realidade com um estádio americano de baseball! E houve um drama qualquer lá no estádio de uma família e sobretudo da avó e do irmão mais velho que perderam uma menina pequena. Nada de importante, portanto! Mas grande parte do sonho foi passado em Espinho e sentia uma grande necessidade e até urgência em estar ligada ao mar, em falar sobre ele. Havia um chamamento qualquer, de tal maneira que a certa altura me sentia a flutuar no meio dele, de pernas cruzadas em cima de uma tábua. Era bonito, cheio, vivaço, mas sereno... Gostei dessa sensação em relação ao mar.
Espero hoje "sonhar preto", como diz a minha irmã, e ter uma noite tranquila e pacífica, que isto de sonhar todas as noites cansa e acordo perturbada e estremunhada.
- Sonho #1: Eu e a Ja. brincávamos com umas pistolas de chumbinhos (a minha era cor-de-rosa e vermelha com purpurinas) no hall dos quartos de minha casa, quando achei que ela se estava a descontrolar e fugi para o meu quarto. A porta era curta e não chegava à ombreira e achei que ela me ia matar, mas às tantas ela põe-se de joelhos no chão, com um ar demoníaco, à gaja do The Ring e suicida-se (ou assim achei eu), engolindo a munição! Estava à espera que ela explodisse, com a pólvora toda no estômago, mas como tal não aconteceu fui à beira dela. Não era por estar morta, mas estava com um aspecto horrível de prostituta que teve uma overdose no beco... Aflita, levei-a para uma casa de terreno grande e muros altos no meio de uma mata e alguém que eu conhecia ajudou-me a reanimá-la. Vim a saber que ela não teve mais do que uma intoxicação de tabaco, que o que ela engoliu eram filtros feitos de tabaco! Depois disso fizemos uma espécie de caça ao tesouro no fundo de uma piscina, para onde o I. e outros atiraram bilhetes, comprimidos, fichas de casino e ferramentas da oficina do meu avô. Estava feliz! Pois eu, que uso lentes de contacto e chego ao fundo de uma piscina com bastante dificuldade, abria os olhos e mergulhava com uma facilidade tal que nem precisava de vir à tona para respirar.
- Sonho #2: Estava na Austrália a fazer uma espécie de Erasmus e andava com um dos meus colegas de casa, mas eram vésperas de Reveillon e ia voltar para Portugal para estar com os meus pais. Alguma coisa se passou, entre ter perdido o avião de regresso e estar envolvida nalgum esquema melindroso, pois fui parar à China. Era uma espiã e estava agora a ser perseguida por vários homens de fato de alguma organização chinesa num shopping. Eu ia lutando com eles e derrubando-os, qual Jackie Chan, até que apareceu um a voar agarrado a um guarda-chuva gigante, do tamanho de um quarteirão, e cor de café com leite. Sim, ainda dentro do shopping! Rasguei-lhe o guarda-chuva com outro, bem mais pequeno e amarelo, e depois de o derrotar usei o guarda-chuva dele (o amarelo remendava o rasgão que tinha feito) para voltar para Portugal, pois já era a noite do dia 31. Tive uma imagem líndissima do nosso planeta enquanto voava, pois conseguia ver como a nossa Terra era redonda e via os contornos dos países e continentes, tal como no mapa Mundi, com algumas nuvens a recortá-los. Curiosamente, atravessei uma série de fusos-horários e estava sempre de noite...
O guarda-chuva não me chegou até Portugal e acabei por aterrar no sul de Itália, perto de uma festa romena onde estavam os meus pais a festejar o ano novo, à volta de uma fogueira. Sem me terem avisado que não estariam em Portugal...Fiquei um bocado irritada com isso!
- Sonho #3: O sonho mais recente é o de que menos me lembro e com menos sentido de todos. Só me lembro que estava a servir de cobaia para um concurso de cabeleireiros e tinha o cabelo longo, com grandes e largos caracóis e era RUIVA!!! :) Parecia uma diva, uma pin-up, ao estilo de Dita Von Teese. E esta parte do sonho, tenho plena noção, foi a reprodução e a apropriação de um programa de TV que vi esta semana. Sei que fui ao estádio da Luz, mas não sei porquê. E confesso que era bonito... (blahhh) Mas só porque o estádio do meu sonho era uma mistura da realidade com um estádio americano de baseball! E houve um drama qualquer lá no estádio de uma família e sobretudo da avó e do irmão mais velho que perderam uma menina pequena. Nada de importante, portanto! Mas grande parte do sonho foi passado em Espinho e sentia uma grande necessidade e até urgência em estar ligada ao mar, em falar sobre ele. Havia um chamamento qualquer, de tal maneira que a certa altura me sentia a flutuar no meio dele, de pernas cruzadas em cima de uma tábua. Era bonito, cheio, vivaço, mas sereno... Gostei dessa sensação em relação ao mar.
And enough about dreams.
Espero hoje "sonhar preto", como diz a minha irmã, e ter uma noite tranquila e pacífica, que isto de sonhar todas as noites cansa e acordo perturbada e estremunhada.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Pesadelo à la carte nº 1
Quem me conhece (neste caso todos os meus leitores!) sabe que sonho bastante. Por norma tenho sonhos muito retorcidos, reflexo da mente perturbada que tenho! Deve ser a sua escapatória, já que aparentemente sou uma pessoa dita normal, com os traços de obsessividade ou paranóia que todos nós temos.
Pois bem, à cerca de 2, 3 dias sonhei que o meu namorado ia ser operado. O hospital onde ia ser operado era velho como a cidade onde estávamos, parecia quase clandestino.
Não sei porquê, não era nada que eu fizesse sem uma razão de peso, mas não estive com ele durante a operação. Até que recebi um e-mail, de letras azuis claras e cheio de erros ortográficos, a dizer que ele tinha morrido.
Bati mal. Tanto que acho que deliberadamente mudei o meu sonho.
Era agora eu a ser operada. Estava com medo, um bocado histérica até, e recusava-me a ser sujeita a anestesia geral (depois de uma mão cheia de séries sobre médicos, ganhei a consciência que podemos não acordar da anestesia geral e acho que veio daí o meu medo). Veio então um amigo meu anestesiar-me localmente, o Z.P.! Com seringas de dentista e atabalhoadamente anestesiou-me a perna. Mal o fez, a perna começou a abrir-se, como um bolo ou um pedaço de tecido mal cosido, muito suavemente. Olhei e tinha tubos de plástico, ou acrílico, transparentes à volta do osso e entre este e a dupla camada de tubos, cotonetes (!), bem espaçados uns dos outros. A revestir os tubos, tinha gesso. Tudo dentro da minha elegante perna.
Só sei que depois desta imagem, saí pelo meu próprio pé e passei pela sala de espera, onde havia mesas e bancos corridos de madeira. Numa das mesas estava a Fanny (!) e o pai, Sr. Fernando. Fui cumprimentá-los (no sonho, devia ser íntima da Fanny). Foi quando me lembrei que dias antes tinha lido numa revista qualquer que o João M. não estava nada bem de saúde. Perguntei à Fanny por ele. "Está para finar." - foi o que me disse.
Pois bem, à cerca de 2, 3 dias sonhei que o meu namorado ia ser operado. O hospital onde ia ser operado era velho como a cidade onde estávamos, parecia quase clandestino.
Não sei porquê, não era nada que eu fizesse sem uma razão de peso, mas não estive com ele durante a operação. Até que recebi um e-mail, de letras azuis claras e cheio de erros ortográficos, a dizer que ele tinha morrido.
Bati mal. Tanto que acho que deliberadamente mudei o meu sonho.
Era agora eu a ser operada. Estava com medo, um bocado histérica até, e recusava-me a ser sujeita a anestesia geral (depois de uma mão cheia de séries sobre médicos, ganhei a consciência que podemos não acordar da anestesia geral e acho que veio daí o meu medo). Veio então um amigo meu anestesiar-me localmente, o Z.P.! Com seringas de dentista e atabalhoadamente anestesiou-me a perna. Mal o fez, a perna começou a abrir-se, como um bolo ou um pedaço de tecido mal cosido, muito suavemente. Olhei e tinha tubos de plástico, ou acrílico, transparentes à volta do osso e entre este e a dupla camada de tubos, cotonetes (!), bem espaçados uns dos outros. A revestir os tubos, tinha gesso. Tudo dentro da minha elegante perna.
Só sei que depois desta imagem, saí pelo meu próprio pé e passei pela sala de espera, onde havia mesas e bancos corridos de madeira. Numa das mesas estava a Fanny (!) e o pai, Sr. Fernando. Fui cumprimentá-los (no sonho, devia ser íntima da Fanny). Foi quando me lembrei que dias antes tinha lido numa revista qualquer que o João M. não estava nada bem de saúde. Perguntei à Fanny por ele. "Está para finar." - foi o que me disse.
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