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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Sempre quis escrever um post destes: Oscares 2013 - destaques da passadeira vermelha

Jessica Chastain versão Jessica Rabbit desenxabida.
Fica-lhe bem, mas jamais usaria esta cor.


Jennifer Lawrence no seu vestido papier-mâché. Nhe...


Não fosse a sua forma tubular, se visse Anne Hathaway ao longe com este vestido diria que estava nua, o que aliás não está muito longe da verdade porque aqueles mamilos despontam como faróis. A acentuar a situação ainda tem duas horríveis costuras a caírem-lhe mesmo em cima dos ditos, só para ter a certeza que os seus mamilos são avistados em Nova Iorque. Não tem nada de bom. E Anne Hathaway também não.


Charlize Theron: absolutamente lindíssima, como sempre...vá, exceptuando no Monstro.


O meu preferido, de Naomi Watts.


Jennifer Aniston: Jenninha, querida, escolheres um vestido de princesa com uma faixa a sobrepor-se às tuas borbulhas mamárias não foi o teu momento mais feliz.


Nicole Kidman = Madame Tussauds meets enguias meets espirais? Que medo!


Amanda Seyfried ainda mais pálida com o cortinado da sua avó ao pescoço.


Não detesto o vestido de Salma Hayek, mas aquele penteado-fogaça não vai com nada.


Jennifer Garner, tendo em conta o desastre de outras, acho que se pode enquadrar na categoria das mais bem vestidas. Mudava algumas coisas no vestido, mas adoro a cor. Está clássica e bonita.


A insonsa (aglutinação de sonsa com insossa) Kristen Stewart com um vestido a acentuar a sua tez palido-crepuscular e com o seu típico penteado deixa-me-cá-pôr-o-cabelo-para-o-lado-para-ver-se-ninguém-repara-que-está-oleoso.


E com tanto vestido bonito neste mundo, Halle Berry escolheu isto:


Sally Field, maravilhosa ou não vestisse Valentino:


Outra com um vestido mamas-enfaixadas, ao estilo de Jennifer Aniston, foi Reese Witherspoon. 
Pobrezinha, não lhe podia assentar de forma pior. Faz-lhe barriga, faz-lhe ancas, tem uma faixa e umas bolsas no lugar do peito, até a cauda é mal amanhada. Credo! 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Django

Tinha uma grande crítica escrita acerca de Django, repleta de comentários da treta de crítica de cinema de sofá, mas apaguei tudo e resolvi só aqui dizer o essencial: gostei muito do filme, adorei a fotografia, achei a banda sonora boa e aprecio essa atenção e cuidado ao não reduzi-la a música de fundo, Samuel L. Jackson estava irreconhecível (demorei literalmente uns minutos a aperceber-me que era ele) e fiquei agradavelmente surpreendida com ele e A-DO-REI Christoph Waltz! Mais uma vez ele está absolutamente brilhante. Adoro a expressão dele, a dicção, adoro o sarcasmo e o prazer doentio das suas personagens nos filmes de Tarantino e aqueles pedacinhos de francês e alemão com que ele nos presenteia são como pepitas de chocolate encontradas no meio de um gelado! Devo dizer que se fosse muito rica pagava-lhe de bom grado uma exorbitância só para ele actuar para mim na minha sala de estar!
At last, but not least, adorei o molar saltitante que o Dr. King tinha por cima da sua carruagem. Adorava ter um igual no meu Visiolove. Só o pintava de dourado, porque acho que um dentinho de ouro caía muito melhor com o meu cinzento Manitoba.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Dos filmes amorfos

Há uma série de filmes aclamadíssimos pela crítica que eu pura e simplesmente não percebo. Não que sejam maus, mas são tão amorfos que passo um hora ou duas sem qualquer reacção ou emoção e depois de desligada a televisão ou o computador se me perguntarem se gostei a única coisa que me ocorre dizer é "Nhe...". Chamem-me de ignorante, mas entendo que o cinema enquanto arte deve-nos provocar algum tipo de reacção, não?! Empatia? Deslumbramento? Quanto mais não seja enquanto forma de entretenimento, deve-nos perturbar, emocionar, encantar, questionar, sei lá! Alguma coisa que não seja uma racionalização forçada pelo contexto social que classifica aquele filme como espectacular quando na verdade não teve impacto nenhum, não nos disse nadinha e não há qualquer entusiasmo sequer em debater uma merda que não fez mais do manter um nível mínimo de entretenimento (menos do que isso não chegava sequer a perder o meu tempo).
Dito isto, penso em filmes como The Descendants, Beginners ou La piel que habito. É verdade que não tenho especial empatia pelo Almodóvar, mas não vi o filme com esse obstáculo já pré-estabelecido. La piel que habito só veio confirmar o meu desamor pelo realizador, mas este só existe porque apesar de o Almodóvar ter claramente uma mente retorcida, que me agrada, apresenta filmes constantemente amorfos. Ele consegue tornar histórias como a de La piel que habito em que Richard (Antonio Banderas) rapta o violador da sua filha, submete-o a múltiplas cirurgias de mudança de sexo, recriando a sua mulher falecida e acaba a pinar com ele (!) numa história completamente desprovida de emoção! Num relato tão frio e cru que é apenas cerebral. Ok, I get it, mas nem por isso acho piada.
Beginners, por outro lado, tem um tom constantemente melancólico. É daqueles filmes pseudo-deprimentes e pseudo-artísticos, de imagem pálida, monólogos interiores e conversas com um cão dos pseudo-atrofios de Oliver (Ewan McGregor). Este encontra o amor e a felicidade com uma mulher, Anna (Mélanie Laurent), pouco depois de perder o pai, vítima de cancro e que se havia assumido como homossexual poucos anos antes. Porém como o gajo além de aborrecidíssimo, apresenta como únicas características de relevo ser dado ao atrofio e ao melodrama, afasta-se dessa mulher, porque voltar a ser feliz estava-lhe a dar cabo dos fusíveis, sabe lá Deus porquê, e mais vale regressar à sua vidinha cinzenta e taciturna. Vá lá que pouco depois cai em si e decide ir atrás de Anna e tudo acaba bem e é tudo muito giro. Pena ser tão pseudo-dramático e amorfo.
Por último, The Descendants, que apesar de não ser um mau filme, não deixa de me lembrar os dramas de Nicholas Sparks. A história resume-se à reaproximação de um pai, Matt (George Clooney), com as filhas, depois de um acidente ter deixado a sua mulher moribunda. Enquanto isso, este tem em mãos um negócio de venda de umas terras de família espectaculares e selvagens, que estava-se mesmo a ver que não iam ser vendidas, porque afinal o senhor é um homem bom e de princípios e não podia deixar destruir a riqueza natural do Havai para se erguer um mega resort. Pois claro que sim.




terça-feira, 13 de novembro de 2012

007 - Skyfall

Ora depois de mais um 007 aviado, o que é que eu achei?
Em primeiro lugar, assumo que sou fã da ziliãologia do James Bond. É blockbuster e não estou nem aí, meus queridos críticos de cinema de sofá! O 007 é o McDonald's do cinema. O que quer dizer que não passa de uma grande salgalhada falseada e bem distante da realidade, mas que nós adoramos porque tudo junto sabe bem e conforta-nos cá dentro.
Não é o meu preferido do Daniel Craig, esse continua a ser o Casino Royale, mas ainda assim é bem melhor do que o imperceptível Quantum of Solace. 
O que irrita: a destruição absurda de metade de Londres, porque estourar com um ou dois Aston Martin já não era espectacular o suficiente e o flirt com toda e qualquer portadora de vagina que se lhe atravesse à frente. Para sorte dele, são todas boazonas. Para azar delas, todas são completamente desprovidas de personalidade e não há nem uma que lhe dê um bocadinho de luta e que não se deixe seduzir ao fim de meia dúzia de frases. 
O estranho: ao fim de vinte filmes de 007, com dois M's masculinos e uma boa cota-parte com Judi Dench, na última aparição dela é que se lembram de apelidarem-na de "Mom"? Não percebi. Era suposto ser enternecedor? É que não soou bem. E depois de tanto nos vangloriarmos com um vilão português, esperava pelo menos uma referência a Portugal. Niente. Nem para amostra. Nem isso tem interesse nenhum para a história. Acho que foi uma jogada de marketing e que devem dizer o mesmo a toda a América latina. Nós é que como portuguesinhos adoramos que nos gabem e que nos encham o ego e caímos como patinhos.
O melhor: adorei o novo Q, o retorno da Moneypenny - apenas por relembrar os filmes antigos, porque a transição da personagem de agente para secretária é uma palhaçada - e o Daniel Craig, que continua a oferecer a todas mulheres uma quantidade absurda de músculos a quererem rasgar-lhe o fato. Aqueles músculos têm vida própria e gritam para serem mostrados! E nós agradecemos que o sejam! E muito!


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Recado ao senhor Christopher Nolan

Senhor Christopher Nolan:

Tenho gostado muito do seu trabalho. Além do seu Inception ser uma obra-prima, é o único realizador que alguma vez me fez gostar de um super-herói. Diga-se de passagem que o escolheu bem, porque se tivesse ido para os lados do Spiderman se calhar não estávamos a ter esta conversa. Adiante. Agradeço-lhe pelo Christian Bale, que não é de todo desagradável às vistinhas - o público masculino com certeza também estará agradecido pela Marion Cotillard, se não está, devia, porque ela é lindíssima - e pelo Joker (que Deus o tenha!), que eu que já conhecia desde catraio em 10 things I hate about you (amiguinho de escolinha do Robin, na altura) e que graças a si desempenhou o papel da vida dele. Além disso, adorei aquelas cenas ultra-espectaculares do capotamento frontal do camião TIR de The Dark Knight e a cidade dobrada a 90º do Inception e etc, mas não se ponha a dormir à sombra da bananeira! Olhe que este The Dark Knight Rises está muito fraquinho!
E ainda por cima, anda com ideias de passar de cavalo para burro! Super-Homem?! Depois do Batman, Super-Homem?! É como passar de Panamera para Fiat Punto! Não está bom da cabeça!
Vá senhor Nolan, conte até 100, reze três Avé-Marias e não volte a repetir a brincadeira...

terça-feira, 29 de maio de 2012

As Brancas de Neve

Só agora me apercebi que Snow White and the Huntsman é, no espaço de um, dois meses, o segundo filme sobre a Branca de Neve que sai para as salas de cinema. Estranho e excessivo. Eventualmente hei-de acabar por ver os dois, apesar de Mirror Mirror me parecer uma versão ainda muito fantasiosa e infantil do conto e Snow White and the Huntsman aproximá-lo de um filme épico, recorrendo a um segundo cliché de contos sobre reinados: as batalhas (sendo o primeiro, as histórias de amor; e sem entrar na contagem, como é evidente, aqueles filmezecos sobre viagens no tempo cruzadas por histórias de amor entre uma personagem contemporânea e outra de época, que isso é mau de mais!).

Escusado será dizer relativamente à incontornável pergunta "Espelho meu, espelho meu, quem é mais bela do que eu?" que o espelho da Charlize Theron deve estar sob o efeito de drogas pesadas se acha que algum dia a sonsa da Kristen Stewart lhe faz algum tipo de sombra. (Sim, se um espelho fala é perfeitamente passível que possa snifar uma linha de coca.) Aliás, a Charlize Theron dá coça valente a qualquer uma das Brancas de Neve e mesmo à Julia Roberts, a outra Bruxa Malvada.



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Quando não há Óscares...

Desde à alguns anos que costumo ver a cerimónia. Umas vezes mais atenta do que outras, geralmente faço zapping durante as categorias de som, guarda-roupa e maquilhagem, que são para mim as mais chatas, e emociono-me sempre com o tributo a todas as personalidades ligadas ao cinema que morreram durante o último ano. E é claro que também espreito a passadeira vermelha e deslumbro-me com os vestidos (e às vezes com os actores, nos seus smokings!) e com o glamour que se vive esta noite.
Seria de se esperar que se vejo com tanto afinco e gosto a entrega dos Óscares que tenha as minhas apostas quanto a vencedores, mas não. Geralmente assisto à maior parte dos filmes só depois da entrega e muitas vezes até é por causa dela que os vejo. Confesso que, por exemplo, O Discurso do Rei não me despertou minimamente a atenção até ter arrecadado um bom par ou dois de estatuetas e adorei! É brilhante! Muito bem escrito, a fotografia é lindíssima e Geoffrey Rush está genial. 
Vi e revi. E são poucos os filmes que revejo com gosto.


Este ano decidi não assistir à entrega dos Óscares. O fim-de-semana teve tanto de maravilhoso quanto de triste. E a tristeza roubou-me o entusiasmo e o encanto de ver a cerimónia.

Não houve cinema, mas houve moda (America's Next Top Model) e dança (So You Think You Can Dance), o que obviamente não foi a mesma coisa...